Durante o fim-de-semana de Todos os Santos (1-3 de novembro) um grupo de 9 jovens portugueses dirigiram-se a Barbastro, na vizinha Espanha, para se unirem a outros 70 peregrinos (missionários, missionárias, leigos, catequistas, jovens…) das distintas posições da Família Claretiana. “Objetivo: a cruz”, lema escolhido para este Cruzencuentro’13. Que melhor cruz que a daqueles 51 filhos do Coração de Maria, Mártires de Barbastro. Que melhor história para entender, sentir, tocar e aprender que aquela história de amor, de amor pelo outro, até ao fim, até ao extremo, que melhor história que aquela de encontrar-se com a graça de dar-se aos outros. Foi este o belo exemplo que os jovens Mártires Claretianos de Barbastro nos deixaram com o seu sangue derramado por Amor.
Na sexta-feira iniciámos a experiência deste Cruzencuentro’13 tomando consciência da encruzilhada de caminhos e a rotina que vivemos no dia-a-dia. Cada dia uma opção, uma decisão, uma dúvida, uma prova, um caminho. E, em cada dia, uma mensagem: “Vem e segue-me”. Quais são os meus sonhos? Desejos? Aspirações mais profundas? Que coisas gostaria de fazer antes de morrer? Diante destas questões fundamentais procurámos entender o sentido do chamamento que Deus nos faz todos os dias. Iluminados pelo filme sobre os Mártires Claretianos de Barbastro, “Um Deus proibido”, percebemos que é preciso abraçar, sempre, a vida desde a Cruz.
No sábado metemo-nos, literalmente, dentro do filme que é a nossa própria vida. E durante um dia o cenário foi o mesmo no qual viveram a sua história, no ano de 1936 num contexto de guerra civil, os filhos do Coração de Maria: o salão dos Escolápios onde estiveram presos, o caminho percorrido em direção ao lugar do martírio, o próprio lugar onde derramaram o seu sangue… Não são precisas muitas palavras para descrever estes lugares e o que simbolizaram para nós. Acreditem que o fato de estar, apenas, nestes lugares e poder sentir, tocar, respirar e contemplar aquilo que neles se viveu deixou uma marca profunda em cada um de nós. Ao entardecer celebrámos a Eucaristia na cripta do museu claretiano, onde se encontram os restos mortais dos Mártires de Barbastro. Aí pedimos ao Pai que nos ajude a fazer sempre a Sua vontade, que a nossa vida seja sempre um compromisso de entrega, que o nosso coração perceba que é obrigatório abraçar a Cruz, sempre.
Durante a viagem de regresso a casa não nos cansámos de entoar um cântico aprendido nestes dias e que, ainda hoje, ecoa no nosso coração: “Permanece connosco, Tu és a esperança, És a nossa Fé. Permanece connosco, dá-nos valentia e um coração fiel”. Estas palavras espelham bem o entender, tocar e sentir da história dos mártires. Agora com o aprendido em Barbastro sigamos o caminho… Viva Cristo Rei! Viva o Coração de Maria!