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Advento Vocacional - 1º Domingo

Jesus nunca falta a um compromisso. A Sua vinda é sempre um chamamento, um convite. O nosso problema é que nem sempre percebemos o seu chamamento, porque não estamos preparados para escutá-lo. Por isso o convite de Jesus “vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor” continua a ser hoje muito atual.

Da leitura atenta do Evangelho que hoje nos é proposto (Mt 24,37-44) podemos perceber que a vinda do Senhor trás consigo o fim do velho mundo para começar um mundo novo, o do Reino de Deus. A sua chegada será imprevisível, uma oportunidade de graça que muitos esperam. A comparação com os tempos de Noé é muito clara neste sentido. A maioria não esperava o dilúvio e todos pereceram. O mesmo aconteceu nos tempos de Jesus quando muitos não estavam preparados e não souberam ou não quiseram ver nele o Messias esperado. Podemos dizer que também hoje corremos o mesmo perigo com o nosso coração adormecido e cansado, com tantas ilusões queimadas e esquecidas.

Imaginemos que um homem que preencheu o boletim do euro milhões e não o entregou porque não lhe dava muito jeito passar na papelaria nesse dia. Imaginemos que os números que ele tinha escolhido são os que dão direito a um único prémio multimilionário que ninguém tinha vencido. Esse homem deixou passar a sua oportunidade. E de nada lhe adianta entregar o boletim na semana seguinte, pois dificilmente sairão os mesmos números.

Do mesmo modo há um chamamento, um convite, que o Senhor me faz e que não posso ignorar. Esse chamamento marca um antes e um depois. É o fim do meu velho e triste mundo que me abre ao Reino de Deus que se implanta suavemente na minha vida.

Este chamamento dá-se no dia-a-dia da nossa vida e não necessita de gestos extraordinários. Jesus convida-nos a estarmos preparados: Vigiai! E este tempo de espera, que é o Advento, não se fundamenta no medo ou no temor, mas na esperança e na confiança. Como devemos, então, preparar-nos? O nosso “estar vigilantes” não se pode desvincular do nosso compromisso comunitário e social. O profeta Isaías convida-nos a “subir ao monte do Senhor”, porque “Ele nos ensinará os seus caminhos e nós andaremos pelas suas veredas”. Para escutarmos a Sua voz temos que desejá-lo, pôr-se a caminho seguindo a luz do Senhor. São Paulo convida-nos a “despertarmos do sono”. Como vivo a minha vocação? (como leigo, catequista, acólito, cantor, sacerdote, no trabalho, na família…) O que me impede de escutar com clareza a voz do Senhor? Em que circunstâncias da minha vida sinto que o Senhor me continua a chamar? Em que medida sou consciente de que estou chamado, como cristão, a “revestir-me do Senhor”?

“Supõe que estás em tua casa, doente. Mas um dia vês passar diante da janela do teu quarto a Jesus de Nazaré. Se visses que Jesus te chamava e te dava um lugar no grupo dos seus seguidores, e te olhasse com esses olhos divinos que transbordam de amor, ternura e perdão, e te disse-se: “Por que não me segues?” Que farias? Porventura lhe dirias: “Senhor, seguir-te-ia se me desses um enfermeiro, seguir-te-ia se estivesse são e forte para poder ajudar-te? Não. Se tivesses visto a doçura dos olhos de Jesus ter-te-ias levantado do teu leito sem pensar em ti para nada e ter-te-ias unido a Jesus dizendo-lhe: “Vou contigo, Senhor”.

Missionários Claretianos