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Advento Vocacional - 2º Domingo (Imaculada Conceição)

No 1º Domingo do Advento refletimos sobre a necessidade de pôr-se a caminho para escutar a voz, o chamamento do Senhor. Sabemos por experiência que o caminhar da fé e do seguimento não é fácil. Depois de um tempo de alegria e vivacidade podemos passar a um outro de secura, vazio, rotina, mediocridade. Por outras palavras, “de normalidade”. Este perigo faz-se presente no jovem apaixonado e nos casais, nos religiosos e religiosas, nos sacerdotes… Todos experimentamos os desalentos e os fracassos pastorais, familiares ou laborais. Mas o pior não é passar por uma crise de mediocridade, mas habituar-se a ela e pensar que não temos saída.

Talvez não encontremos o Senhor na oração, nos outros, nos sacramentos porque os nossos caminhos são sinuosos, complicados e cheios de obstáculos. Neste estado não é possível a comunicação. “Conversão!” O convite que João Baptista nos dirige ganha hoje uma atualidade que não podemos ignorar. Convida-nos à mudança, à renovação dando-nos um motivo: “porque está próximo o reino dos céus”. Isto significa que na origem da minha conversão já está a atuar a graça que sempre se antecipa.

Sabemos perfeitamente que a conversão implica uma mudança radical de orientação e de mentalidade. Tenho de deixar de estar centrado em mim mesmo para me centrar em Deus e no seu projeto. Seguramente que a causa dos nossos desalentos e desânimos, da nossa mediocridade e fraqueza está no fato de vivermos descentrados. O meu “Eu” ocupa o centro, um lugar que só corresponde ao próprio Deus. No fundo quero ser eu o deus da minha vida, ainda que normalmente o seja de maneira inconsciente.

A mudança é possível! Mesmo que o meu coração esteja seco e que a minha vocação esteja estagnada, a palavra de Deus vai fazer germinar na minha vida uma vida nova. Para isso Ele nos dará novamente o seu espírito: “espírito de prudência e sabedoria, espírito de conselho e valentia, espírito de ciência e temor de Deus”. A minha vida está seca porque me falta este Espírito de vida. Neste 2º Domingo do Advento (em que celebramos a Solenidade da Imaculada Conceição) somos convidados, a exemplo de Maria, a equacionar o tipo de resposta que damos aos desafios de Deus e a acolher, com um coração aberto e disponível, os planos de Deus para nós e para o mundo.

Na minha vida, na minha vocação, no meu seguimento de Jesus encontro-me desanimado, frio e medíocre porquê? Que sinais de conversão me pede hoje o Senhor? Em que se manifesta que estou mais centrado em mim mesmo que em Deus? Se conheço alguém da minha família, ou de entre os meus amigos ou companheiros de trabalho ou estudo, que esteja a passar por um momento de desânimo, como o posso ajudar?

“Quem não se lança mar adentro nada sabe do azul profundo da água. Nada sabe das noites tranquilas quando o navio avança silencioso. Nada sabe da alegria de ficar sem amarras, apoiado unicamente em Deus, mais seguro que o próprio Oceano. Infeliz aquele que se perde nas margens e põe toda a sua força em terra firme, a dos homens da razão, calculadores, seguros de si mesmos, que imaginam ser ricos e estão despidos, que pensam construir para sempre e só amontoam ruinas que sempre os acusarão”.

Missionários Claretianos