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Procuradoria das Missões

Peregrinação Família Claretiana Fátima 28 de Junho 2014

Peregrinação Família Claretiana a Fátima '14

No próximo dia 28 de Junho de 2014, irá realizar-se mais uma edição da Peregrinação em Família Claretiana a Fátima. É uma excelente oportunidade de congregar em Fátima as diversas componentes da Família Claretiana numa jornada de oração, convívio e fraternidade. Este ano o tema da Peregrinação é:       “O Amor de Cristo impele-nos”. Da parte da tarde alguns jovens das nossas Paróquias irão levar a cena o musical "Jesus Cristo Superstar."

Consulta o cartaz com o programa da Peregrinação aqui: http://claretianos.pt/jc/index.php/participar/peregrinacao-familia-claretiana

Síntese cronológica da vida de Claret

1807: Nasce em Sallent (Barcelona), a 23 de Dezembro.
1825: Parte para Barcelona, a fim de se aperfeiçoar na arte da tecelagem.
1829: Entra no Seminário de Vic.
1835: Recebe a ordenação sacerdotal em Solsona, a 13 de Junho.
1839: Vai a Roma oferecer-se à Congregação para a Evangelização dos Povos. Entra no noviciado dos Jesuítas, que abandona mais tarde, por motivo de doença.
1841: Na Catalunha, recebe o título e o estatuto de ‘missionário apostólico’.
1848: Evangeliza as Ilhas Canárias.
1849: Funda a Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria. É nomeado arcebispo de Santiago de Cuba.
1855: Funda, com a madre Antónia Paris, as Religiosas de Maria Imaculada.
1856: Sofre um atentado, em Holguín.
1857: É nomeado oficialmente confessor da rainha Isabel II. Instala-se em Madrid.
1859: É designado presidente do Mosteiro do Escorial.
1865: Por causa do reconhecimento do reino de Itália pela rainha Isabel II, desloca-se a Roma e é recebido em audiência por Pio IX. Regressa, depois, a Madrid.
1868: Devido à revolução ‘setembrina’, acompanha a Rainha para o exílio, em França.
1869: Abandona Paris e segue para Roma, a fim de tomar parte no Concílio Vaticano I. É o único padre conciliar que foi declarado santo.
1870: Perseguido pelo governo espanhol, refugia-se no mosteiro cisterciense de Fontfroide (França), onde vem a falecer a 24 de Outubro.

1934: É beatificado por Pio XI.
1950: É canonizado pelo Papa Pio XII.

Somos Missionários

Chamamo-nos Missionários do Coração de Maria (ou Missionários Claretianos).

Fundados há 158 anos, os Missionários claretianos são hoje cerca de 3.000 no mundo, contam com 20 bispos e estão presentes em mais de 60 países. O progressivo envelhecimento da Congregação na Europa e na América do Norte viu-se compensado pela crescente chegada de novos candidatos, provindos da Ásia, África e América Latina, o que fez aumentar o número dos seus membros e baixar a respectiva média etária. Na última década, novas comunidades se instalaram na África (Costa do Marfim, Quénia, Tanzânia e Uganda), na Ásia (Indonésia, Sri Lanca, Taiwan e Vietname) e na Europa (Bielo-Rússia, Sibéria e República Checa).

A exemplo de outros institutos religiosos, os Claretianos sofreram uma excessiva institucionalização e abandonaram muitos dos locais onde originalmente exerciam o seu apostolado. Por isso, tiveram de pôr em prática um processo de refundação, à luz do seu carisma fundacional, que teve início em 1967, com o Capítulo Especial de renovação, proposto pelo Concílio Vaticano II. Procedeu-se, então, a uma revisão de posições, que levou os Claretianos a deixar locais de evangelização tradicional para se instalarem noutros de primeira evangelização; a abandonar países e tipos de apostolado que visavam a manutenção da fé, para atingir outros onde se levava à prática o primeiro anúncio do Evangelho. O Instituto privilegiou, sobretudo, as zonas do Leste europeu, da Ásia e da África. A tarefa primordial dos Missionários Claretianos, no seio do Povo de Deus, incide, sobretudo, no ministério da Palavra, através da qual se comunica às pessoas o mistério íntegro de Cristo. Partilham as esperanças e as alegrias, as angústias e as tristezas de todos, sobretudo dos mais pobres. E estão particularmente atentos ao mais urgente, oportuno e eficaz. A espiritualidade dos Claretianos e de Claret não se pode entender sem a presença de Nossa Senhora, ‘a mulher que escuta a Palavra, a medita no seu coração e se empenha activamente na difusão do Reino de Deus, e que, através do Espírito Santo, nos configura com Jesus Cristo’.

A Congregação foi fundada em Vic, Espanha, pelo arcebispo Santo António Maria Claret, no dia 16 de Julho de 1849, e aprovada pelo papa Pio IX a 22 de Dezembro de 1865. Em 1999 celebrámos o 150º Aniversário da Fundação da Congregação. O objectivo desta Congregação é buscar em tudo a glória de Deus, a santificação dos seus membros e a salvação de todos as pessoas. Estamos dedicados ao ministério da Palavra de Deus, em resposta às necessidades mais urgentes, com os conteúdos evangélicos mais oportunos e os meios mais eficazes.

Em 1998 celebrámos o centenário da chegada claretiana a Portugal; em 2006 celebrámos o cinquentenário da Província Portuguesa.

Na Província Portuguesa (Portugal, Angola e São Tomé e Príncipe)
somos presentemente 80 membros:

1 Cardeal (D. José Saraiva Martins),
1 Bispo (D. Manuel António Mendes dos Santos, São Tomé e Príncipe),
59 Sacerdotes,
7 Irmãos,
12 Estudantes Professos.

Os 51 beatos mártires de Barbastro

Um acontecimento especialmente significativo para todo o Instituto foi a beatificação, a 25 de Outubro de 1992, de 51 mártires claretianos, a maioria deles jovens, com idades compreendidas entre os 22 e 27 anos de idade. Constituiu o testemunho de um seminário mártir. Os alunos frequentavam os estudos eclesiásticos em Barbastro. Sequestrados e encarcerados no salão de actos do colégio dos Escolápios, aí suportaram um calvário de humilhações, ameaças e privações de vária ordem, com extraordinário entusiasmo e heroísmo.
O seu martírio revestiu-se da solenidade de um rito litúrgico e sacrificial. Despediram-se dos irmãos de Congregação e da respectiva família, convidando-os a tomar parte na alegria do seu triunfo. Beijaram sempre as cordas que os amarravam, até atingirem o supremo holocausto. Entoaram festivamente cânticos de fé, distribuíram gestos e palavras de perdão pelos seus algozes e despediram-se deles com caridade cristã. Começaram, em turnos sucessivos, desde o dia 12 de Agosto de 1936, a derramar o seu sangue sobre o altar da terra, revelando sempre a sua paixão pelo Reino de Deus. A memória do sangue derramado, avivada pelo acontecimento posterior da beatificação, operou em todo o Instituto uma transfusão incontrolável de vigor carismático. O sangue destes mártires foi semente de entusiasmo e de fidelidade para toda a Congregação.

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