Juventude!
As aulas aproximam-se do fim. Já "cheira" a Verão e os Campos de Férias '14 dos Missionários Claretianos estão mesmo aí à porta. Vais perder esta oportunidade de participar? Vem daí! Não percas tempo! Participa num dos Campos de Férias: de 1 a 5 de Julho (Claret - 7º, 8º e 9º ano) ou de 8 a 12 de Julho (À procura - 10º, 11º e 12º ano).
Dá uma vista de olhos no Cartaz (Cartaz) dos Campos de Férias e faz já a tua INSCRIÇÃO ONLINE nos Campos de Férias.
Consulta a ficha de inscrição (disponível aqui para download: "Claret" e "À Procura" ) para saberes aquilo que precisas trazer para os Campos de Férias.
Os menores de idade devem preencher a ficha de inscrição e fazê-la chegar, devidamente assinada pelo Encarregado de Educação, ao animador do seu grupo de catequese/jovens ou envia-la para a EPJV: Pe. João Carlos (Este endereçod e email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.) ou Pe. Joaquim Maia (Este endereçod e email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.).
Valor da inscrição: 40 "FÉRIAS".
Ficamos à tua espera!
Jesus nunca falta a um compromisso. A Sua vinda é sempre um chamamento, um convite. O nosso problema é que nem sempre percebemos o seu chamamento, porque não estamos preparados para escutá-lo. Por isso o convite de Jesus “vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor” continua a ser hoje muito atual.
Da leitura atenta do Evangelho que hoje nos é proposto (Mt 24,37-44) podemos perceber que a vinda do Senhor trás consigo o fim do velho mundo para começar um mundo novo, o do Reino de Deus. A sua chegada será imprevisível, uma oportunidade de graça que muitos esperam. A comparação com os tempos de Noé é muito clara neste sentido. A maioria não esperava o dilúvio e todos pereceram. O mesmo aconteceu nos tempos de Jesus quando muitos não estavam preparados e não souberam ou não quiseram ver nele o Messias esperado. Podemos dizer que também hoje corremos o mesmo perigo com o nosso coração adormecido e cansado, com tantas ilusões queimadas e esquecidas.
Imaginemos que um homem que preencheu o boletim do euro milhões e não o entregou porque não lhe dava muito jeito passar na papelaria nesse dia. Imaginemos que os números que ele tinha escolhido são os que dão direito a um único prémio multimilionário que ninguém tinha vencido. Esse homem deixou passar a sua oportunidade. E de nada lhe adianta entregar o boletim na semana seguinte, pois dificilmente sairão os mesmos números.
Do mesmo modo há um chamamento, um convite, que o Senhor me faz e que não posso ignorar. Esse chamamento marca um antes e um depois. É o fim do meu velho e triste mundo que me abre ao Reino de Deus que se implanta suavemente na minha vida.
Este chamamento dá-se no dia-a-dia da nossa vida e não necessita de gestos extraordinários. Jesus convida-nos a estarmos preparados: Vigiai! E este tempo de espera, que é o Advento, não se fundamenta no medo ou no temor, mas na esperança e na confiança. Como devemos, então, preparar-nos? O nosso “estar vigilantes” não se pode desvincular do nosso compromisso comunitário e social. O profeta Isaías convida-nos a “subir ao monte do Senhor”, porque “Ele nos ensinará os seus caminhos e nós andaremos pelas suas veredas”. Para escutarmos a Sua voz temos que desejá-lo, pôr-se a caminho seguindo a luz do Senhor. São Paulo convida-nos a “despertarmos do sono”. Como vivo a minha vocação? (como leigo, catequista, acólito, cantor, sacerdote, no trabalho, na família…) O que me impede de escutar com clareza a voz do Senhor? Em que circunstâncias da minha vida sinto que o Senhor me continua a chamar? Em que medida sou consciente de que estou chamado, como cristão, a “revestir-me do Senhor”?
“Supõe que estás em tua casa, doente. Mas um dia vês passar diante da janela do teu quarto a Jesus de Nazaré. Se visses que Jesus te chamava e te dava um lugar no grupo dos seus seguidores, e te olhasse com esses olhos divinos que transbordam de amor, ternura e perdão, e te disse-se: “Por que não me segues?” Que farias? Porventura lhe dirias: “Senhor, seguir-te-ia se me desses um enfermeiro, seguir-te-ia se estivesse são e forte para poder ajudar-te? Não. Se tivesses visto a doçura dos olhos de Jesus ter-te-ias levantado do teu leito sem pensar em ti para nada e ter-te-ias unido a Jesus dizendo-lhe: “Vou contigo, Senhor”.
“Quero contar-vos uma experiência – disse o santo padre. Completei, há poucos dias, o 60º aniversário do dia em que senti a voz de Jesus no meu coração. Não digo isto para que me ofereçam um bolo de aniversário ou presentes. O senhor fez-me sentir fortemente que tinha que seguir este caminho. Passaram alguns anos antes que essa decisão fosse definitiva. Foram anos com êxitos e alegrias, mas também de fracassos, de fragilidade e de pecado. 60 anos percorrendo os caminhos do Senhor, sempre atrás d’Ele, sempre com Ele”.
Dirigindo-se aos jovens o Papa Francisco perguntou: “Sabem por que é que me sinto forte, feliz e realizado? Porque Jesus nunca me deixa só, mesmo nos momentos mais difíceis e dolorosos. Confiemos em Jesus, Ele nunca nos dececiona, é um amigo fiel. Este é o meu testemunho: sigam adiante, não tenham medo”.
No 1º Domingo do Advento refletimos sobre a necessidade de pôr-se a caminho para escutar a voz, o chamamento do Senhor. Sabemos por experiência que o caminhar da fé e do seguimento não é fácil. Depois de um tempo de alegria e vivacidade podemos passar a um outro de secura, vazio, rotina, mediocridade. Por outras palavras, “de normalidade”. Este perigo faz-se presente no jovem apaixonado e nos casais, nos religiosos e religiosas, nos sacerdotes… Todos experimentamos os desalentos e os fracassos pastorais, familiares ou laborais. Mas o pior não é passar por uma crise de mediocridade, mas habituar-se a ela e pensar que não temos saída.
Talvez não encontremos o Senhor na oração, nos outros, nos sacramentos porque os nossos caminhos são sinuosos, complicados e cheios de obstáculos. Neste estado não é possível a comunicação. “Conversão!” O convite que João Baptista nos dirige ganha hoje uma atualidade que não podemos ignorar. Convida-nos à mudança, à renovação dando-nos um motivo: “porque está próximo o reino dos céus”. Isto significa que na origem da minha conversão já está a atuar a graça que sempre se antecipa.
Sabemos perfeitamente que a conversão implica uma mudança radical de orientação e de mentalidade. Tenho de deixar de estar centrado em mim mesmo para me centrar em Deus e no seu projeto. Seguramente que a causa dos nossos desalentos e desânimos, da nossa mediocridade e fraqueza está no fato de vivermos descentrados. O meu “Eu” ocupa o centro, um lugar que só corresponde ao próprio Deus. No fundo quero ser eu o deus da minha vida, ainda que normalmente o seja de maneira inconsciente.
A mudança é possível! Mesmo que o meu coração esteja seco e que a minha vocação esteja estagnada, a palavra de Deus vai fazer germinar na minha vida uma vida nova. Para isso Ele nos dará novamente o seu espírito: “espírito de prudência e sabedoria, espírito de conselho e valentia, espírito de ciência e temor de Deus”. A minha vida está seca porque me falta este Espírito de vida. Neste 2º Domingo do Advento (em que celebramos a Solenidade da Imaculada Conceição) somos convidados, a exemplo de Maria, a equacionar o tipo de resposta que damos aos desafios de Deus e a acolher, com um coração aberto e disponível, os planos de Deus para nós e para o mundo.
Na minha vida, na minha vocação, no meu seguimento de Jesus encontro-me desanimado, frio e medíocre porquê? Que sinais de conversão me pede hoje o Senhor? Em que se manifesta que estou mais centrado em mim mesmo que em Deus? Se conheço alguém da minha família, ou de entre os meus amigos ou companheiros de trabalho ou estudo, que esteja a passar por um momento de desânimo, como o posso ajudar?
“Quem não se lança mar adentro nada sabe do azul profundo da água. Nada sabe das noites tranquilas quando o navio avança silencioso. Nada sabe da alegria de ficar sem amarras, apoiado unicamente em Deus, mais seguro que o próprio Oceano. Infeliz aquele que se perde nas margens e põe toda a sua força em terra firme, a dos homens da razão, calculadores, seguros de si mesmos, que imaginam ser ricos e estão despidos, que pensam construir para sempre e só amontoam ruinas que sempre os acusarão”.
A Luz veio ao Mundo, mas o Mundo não a reconheceu…ainda há pouco vivemos o Natal, recebemos a Luz, e estamos já na Quaresma, a caminho da Páscoa…a caminho, 40 dias pelo deserto. Nesta caminhada ouvimos João Baptista que nos diz: Convertei-vos e acreditai no evangelho. Conversão e renovação, ir das trevas para a luz e aí permanecer.
A Quaresma convida-nos a reflectir sobre a nossa História de Salvação. Essa História vai muito para além de nós próprios, e a Igreja convida-nos neste tempo a reviver as grandes etapas da História da Salvação desde Adão a Jesus, passando por Abraão, Moisés, David, Ezequiel, Isaías. Uma história de trevas e de luz onde Deus foi renovando a Sua Aliança com os Homens até à entrega extrema do Seu Filho por nós. Sentimo-nos pequeninos diante desta História… mas estamos na História! A caminho, em renovação, em transformação.

Páscoa significa passagem...passagem com o significado de transição, não de presença rápida de “vou ali de passagem”...na realidade o que é a nossa vida senão uma passagem, uma constante transformação, entre momentos fáceis e difíceis, de alegria e de tristeza, de saúde e de doença, de sombra e de luz...vamo-nos transformando e vamos sendo transformados, mesmo sem dar conta...mas é importante cair na conta!
Eis o tempo favorável para reconhecermos a Luz na nossa vida, para sairmos das trevas do nosso deserto, renovando a Aliança que o Senhor fez connosco. Uma ocasião sempre única de nos perdermos para nos encontrarmos, de nascer de novo, de enxergar mais longe, de chegar mais perto, de fazer um caminho desde a nossa origem, sabendo o que somos, cinzas, mas em direcção ao que já somos e seremos completamente, Luz.
É importante parar, avaliar, estar...
Aqui estás Senhor mais uma vez à minha espera.
Aqui estou para parar contigo e preparar a Tua Páscoa que é também minha. Parar em Ti que és o Centro da passagem que és o verdadeiro ponto de viragem da nossa vida.
Aqui me tens Senhor porque é aqui que quero estar!